Olá. Estive longe por um tempo, sabe como é, a vida atropelando as palavras. Pensei muito em como fazer isso, essa volta. Não queria ficar muito poética. Mas foram as feridas, sabe. Pensei que poderia curá-las antes de voltar. Pensei que não poderia doar nada enquanto me sentisse tão pouco. E, como Midas ao contrário, pensei que tudo ficaria tão negro quanto eu me sentia, se eu tocasse, se eu apenas falasse. Mas não tem jeito. A vida não é adiável, não. Nem as palavras.


1 resposta Até agora ↓
Marcello // Abril 22, 2009 às 3:44 pm |
evitando a poesia? nada melhor nos pode acontecer. aproveite o poço e faz dele um rio. afinal “a gente morre um pouco em cada poço”, então por que não aproveitar esse destino que nos é a única certeza?
comecei a ler teu livro, a parte com a hilda é fantástica e os devaneios eu nem preciso comentar.