Jeanne C.

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Por aí

Julho 3, 2009 · Deixe um comentário

Eu ao lado do amor

Pessoal, parece que sumi. Mas não. Estou apenas escrevendo em outros lugares, outros blogs. Mais para frente, devo reformular o blog de forma que ele reúna os posts meus de vários lugares. Por enquanto, vou tentar ir linkando as coisas.

Minhas participações no blog do Vitor, o Quintal, que já anunciei por aqui:

Copinho Lunar: minha experiência com um copinho menstrual.

Copinho Lunar II – A Missão: respostas às várias dúvidas sobre o copinho, que fez o maior sucesso.

A importância de não desistir: a promessa de que a coordenadoria de Bicicletas da prefeitura sairá da pasta do verde e irá para a dos Transportes.

Também comecei uma seção no blog da revista Sorria*, uma das publicações da Editora Mol, aonde estou trabalhando. A seção, ou sub-blog, se chama Chaves da Cidade e fala de iniciativas bacanas na retomada do espaço público, coisas que fazem a relação das pessoas com suas cidades melhorar.

As Chaves da Cidade + O Amor É Importante, Porra: explicação da seção e o primeiro texto, sobre a pichação mais pungente da cidade.

Bicicletas para ser feliz: vídeo bacana sobre bicicletas e humanização das cidades.

Sobre metrô, bombons e sorrisos: entrevista com Gustavo Gitti, que ditribuiu bombons no metrô e fez as pessoas sorrirem.

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Hoje, Roda Viva

Abril 6, 2009 · 8 Comentários

Hoje estarei tuítando no Roda Viva, o programa da TV Cultura. O convidado é o Jairo Bouer, médico pop que fala de sexo e comportamento. Lembro de lê-lo nos jornais, na adolescência, e de vê-lo na MTV, no programa com a Babi…

A TV Cultura está com uma proposta de internet superbacana, com interatividade inteligente, bem diferente dos chats sem graça que a gente costuma ver nas grandes empresas de mídia. A partir das 18h00 já deve ter algo passando no site, na tela de bastidores. O programa mesmo vai ao ar às 18h30 na internet, ao vivo, e às 22h10 na TV. Assistam!

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Eu no Quintal

Abril 3, 2009 · 2 Comentários

Há poucos assuntos que o Vitor ainda não abordou, com graça e inteligência, no seu Quintal; mas há pelo menos um sobre o qual eu, ou qualquer mulher, pode falar com mais propriedade que ele: o uso de absorventes ecológicos. Com essa resenha do Moon Cup, começo minha participação no blog, cheio de ideias de como fazer um mundo melhor. Vai lá.

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A hora que passou

Março 31, 2009 · 1 Comentário

De início, pensei: Hora do Planeta, que legal, claro, vou participar.

Tenho a teoria de que, antes de mais nada, é necessário chamar a atenção das pessoas para os problemas ambientais. Em minhas entrevistas com Hélio Mattar, do Akatu (um dos mais sensatos e sábios ativistas com quem já conversei), aprendi: primeiro é preciso sensibilizar, mostrar por que é importante cuidar do ambiente; as ações em si virão depois, como conseqüência do sentido de urgência de cuidar do que temos.

Então sempre apoiei qualquer idéia que, mesmo que marqueteira, mesmo que associada a causas menos nobres, colocasse coisas na pauta, ajudasse a implementá-las no inconsciente coletivo. Deixa a ecobag virar moda; deixa as concessionárias patrocinarem eventos de bicicleta. Ser verde tem mais é que virar símbolo de status mesmo, e desde que não fosse muito sem-vergonha, nem o greenwashing me deprimia.

Mas aí sábado, antes da Hora do Planeta, conversando com Edu, pensei naquelas pessoas que ficarão bem felizes e satisfeitas de terem apagado as luzes por uma hora. Pensei em como as consciências delas estarão tranqüilas, e em como não sentirão necessidade de mudar efetivamente coisa alguma, de diminuir o consumo, o desperdício, de diminuir o uso de seus carros. Quantas não fazem o apagar das luzes com o mesmo distanciamento emocional de ligar para o Criança Esperança e doar R$30, sem de fato se envolver? Eu sei, é simbólico; mas quantos irão além do símbolo?

Então nós apagamos as luzes, porque é melhor enxergar o copo meio-cheio.

Mas é claro que não é suficiente.

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ma vélorution

Fevereiro 14, 2009 · Deixe um comentário

Uma das milhares e maravilhosas coisas que aconteceu comigo nesse tempo que passei dentro da concha foi o encontro com pessoas especiais e um modo novo de ver a cidade. O veículo dessa mudança de perspectiva não poderia ser mais prosaico – uma bicicleta. Escrevi uma reportagem para a revista onde trabalho trabalhava, a Época SP, que resume um pouco o que rolou. Leiam aqui.

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blog III – o retorno

Fevereiro 14, 2009 · 4 Comentários

Olá.

Voltei – ao menos por hora, ao menos por agora.

Bem-vindos (benvindos?) a esse novo aqui.

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Sr. Andante e Sr. Volante

Novembro 7, 2008 · 4 Comentários

Clássico.

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Olhar sobre Caio

Novembro 4, 2008 · 2 Comentários

Só vi esse texto hoje, no blog de Marcelo Moutinho. Legal.

Olhar sobre Caio

Escrito em 23 de outubro de 2008 

Dia desses jantava com um amigo e durante o papo, que passeou por trivialidades, pela política, pela música, pelas artes plásticas, pelo cinema e, claro, pela literatura, chegamos ao nome de Caio Fernando Abreu. “No fundo, era um escritor fraco”, disse meu amigo. E ao tentar avaliar a afirmativa, percebi que não tenho como fazer esse julgamento. Isso porque o li num momento muito específico (a adolescência) e ele foi um dos autores que me fizeram começar a olhar para a palavra de forma diferente. Como escudo e espada diante do mundo.

Há cerca de dois anos, antes de escrever uma longa resenha sobre a produção do Caio nos anos 1970, reli todos os livros lançados pelo autor naquele período. Alguns continuavam me dizendo coisas, me emocionando; outros não. Pareciam excessivamente datados, falavam precisa e sintomaticamente de uma época, mas não para além dela.

O curioso é que esse juízo crítico sempre acaba perdendo quando confrontado com o espanto que experimentei ao me deparar com a literatura de Caio – e de certo modo perdura em mim. Um susto do qual lembrei nitidamente na semana passada, ao devorar em duas noites a biografia produzida por Jeanne Callegari.

O livro se chama Caio Fernando Abreu – Inventário de um escritor irremediável e foi publicado pela editora Seoman. Com uma prosa simples e sem grandes vôos de estilo, Jeanne constrói um perfil romanceado do autor. Do menino que ia todo dia ao cinema na pequena cidade gaúcha de Santiago do Boqueirão ao jornalista que, fugindo da repressão, esconde-se no sítio de Hilda Hilst. Do jovem escritor de texto lírico e angustiado ao homem maduro que, coberto pela sombra da morte, cultiva a vida nas flores do jardim da casa dos pais.

Como ressalta José Castello no prefácio, Jeanne consegue “organizar e domar a atmosfera de inconstância e desamparo” que cercou a trajetória de Caio. E como bem observa Fabrício Carpinejar na orelha, a biografia atiça a vontade de reler cada uma das obras que nos deixou. Acompanhar novamente suas buscas e suas perdas, rever suas experiências radicais, reencenar sua errância – o movimento, “caminho feito ao caminhar”, da treva à luz.

Nem que seja para renovar a crença de que, mesmo quando mofam os morangos, há sempre como se colherem outros, “vivos, vermelhos”. Há sempre como se plantar.

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Retornar

Novembro 4, 2008 · 1 Comentário

Olá. Estive longe por um tempo, sabe como é, a vida atropelando as palavras. Pensei muito em como fazer isso, essa volta. Não queria ficar muito poética. Mas foram as feridas, sabe. Pensei que poderia curá-las antes de voltar. Pensei que não poderia doar nada enquanto me sentisse tão pouco. E, como Midas ao contrário, pensei que tudo ficaria tão negro quanto eu me sentia, se eu tocasse, se eu apenas falasse. Mas não tem jeito. A vida não é adiável, não. Nem as palavras.

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William Claxton (1927-2008)

Outubro 17, 2008 · 2 Comentários

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Em POA

Setembro 12, 2008 · 8 Comentários

Estou em Porto Alegre. Faz frio, mas não demais. Daqui a pouco vou para a mesa redonda e para o lançamento aqui, mas antes queria escrever que o lançamento em Floripa, ontem, foi muito legal. A Regininha organizou uma festa bacana, teve música, e quase todos os amigos foram me dar um abraço. Fiquei feliz à pampa. Depois coloco fotos, quando estiver em um computador decente – esse Asus aqui é pra quem tem dedinhos de brinquedo, affe.

Nunca dei tanta entrevista na vida. Umas dez só nos últimos dois dias. É gozado estar do outro lado do balcão. Depois coloco as matérias aqui, também. Saiu muita coisa bacana…

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Na Zero Hora (2)

Setembro 10, 2008 · 3 Comentários

Hoje, na Zero Hora. Tirando que eu trabalho na Época São Paulo, e não na Época, e estudei Jornalismo, não Comunicação (acreditem, tem diferença), ficou muito legal.

A vez de Caio F. feito personagem

Jovem jornalista mineira lança na próxima sexta a primeira biografia do escritor gaúcho

Caio Fernando Abreu é autor de pelo menos um título referencial da literatura brasileira contemporânea, o volume de contos Morangos Mofados, de 1982. Foi também personalidade de vida intensa, desabusada e interessante – uma vida que daria um romance, vida que serviu de emblema para a geração que se firmou no momento da redemocratização do país. Vem daí o mote para Inventário de um Escritor Irremediável, livro que a jornalista Jeanne Callegari, mineira de Uberaba radicada em São Paulo, repórter da revista Época, lança na Capital depois de amanhã, no foyer do Theatro São Pedro.

É a primeira biografia do escritor gaúcho, falecido em 1996, aos 48 anos. O lançamento coincide com o aniversário de 60 anos de nascimento do autor. Será precedido por um debate, às 15h de sexta, também no São Pedro, em uma promoção do 15º Porto Alegre Em Cena, com depoimentos da própria Jeanne, do ator Marcos Breda e da professora Marcia Ivana de Lima e Silva (UFRGS), entre outros amigos e estudiosos de sua obra. Amanhã, dentro do Em Cena, será exibida a peça teatral Margaridas Enlatadas, reunião de três monólogos baseados em contos de Caio F.

Jeanne, que ainda não tinha completado um ano quando ele publicou Morangos Mofados, trabalhou quatro anos na apuração do material que resultaria no livro. Ela começou quando ainda era estudante de Comunicação na Universidade Federal de Santa Catarina, leu toda a obra dele e toda a correspondência pessoal a que teve acesso, entrevistou mais de 60 pessoas (entre familiares e pessoas que conviveram com o autor, dos obrigatórios aos menos óbvios, como a cantora Adriana Calcanhotto, a pintora Maria Lídia Magliani ou o escritor Mário Prata). Tomou como modelo as biografias já clássicas do jornalismo literário norte-americano e brasileiro. Jeanne cita Gay Talese, Truman Capote, Ruy Castro e Fernando Morais, mas admite com humildade:

– O que eu fiz é mais um perfil do que uma biografia. É uma obra inicial. Ainda há muito coisa para contar.

O livro começa pelo encontro dos pais de Caio, ainda jovens, em Itaqui, na década de 1940, reconstitui o namoro, o casamento, o nascimento do menino, a primeira infância dele, em Santiago do Boqueirão, as estripulias da juventude, o mergulho na contracultura na sweet London dos anos 70, o encontro com a escritora Hilda Hilst, a experiência como contista e jornalista, o estupor ao se saber portador do HIV. O texto de Jeanne não se faz condescendente e relata até mesmo as explosões de humor e tormentos do escritor na fase final da vida, como se lê no trecho a seguir: “A mãe doente, e Caio implicava com ela. Dizia que ela o atordoava, não o deixava em paz, estava sempre atrás dele contando histórias intermináveis. Ela o desgastava, lhe dava nos nervos. Ele explodia, brigava com ela. Depois se arrependia, céus, ela tão velhinha e ele fazendo malcriação. Mas no dia seguinte brigava de novo. Parecia mais o Hospital Abreu do que a casa da família”.

Inventário de um Escritor Irremediável (Seoman, 200 páginas, R$ 28) inclui fotos inéditas do escritor.

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Uhu!

Setembro 9, 2008 · 2 Comentários

Hoje é um dia muito especial. Hoje é o dia em que, finalmente, www.jeannecallegari.com.br aponta para www.jeannecallegari.wordpress.com. Incrível, genial, maravilhoso. Tudo graças a Fabricio Dolci, que é, sim, um doce e me ofereceu ajuda, coisa que o suporte técnico da Locaweb nunca fez muito bem. Maravilha. Estou feliz!

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Eu, por Regininha

Setembro 8, 2008 · 3 Comentários

Texto retirado do blog da Regininha. Ela foi minha orientadora na universidade, no trabalho de conclusão que iria desencadear no livro do Caio. Fofo!

Promovendo a Jeanne

Além das obrigatórias Redação VI e VII, Jeanne fez todas minhas optativas, inclusive aquela deliciosa Leitura de Poesia. Nesta – em que trabalhamos letra de música, também (letras em inglês e  espanhol, inclusive) – ela queria porque queria Cole Porter. Fiz, né? E foi uma função escolher, porque Cole Porter teve produção imensa, com canções lindíssimas… E claro que foi uma delícia, e ela ajudou na seleção.

Aluna meio relapsa, mas dona de texto invejável, ótima contista, seu projeto de TCC era a biografia do Caio Fernando Abreu, jornalista e escritor, e teria que ser eu mesma a orientar, orientei várias delas, acabou virando especialidade.  Fiquei meio temerosa: fazer uma biografia, mesmo que apenas um esboço dela – muito pouco tempo pra isso, um semestre letivo – exige muito texto, muita pesquisa, muita entrevista. Jeanne era uma das mais indisciplinadas criaturas que conheço. E tímida, tinha pavor de fazer entrevistas…

Pra minha agradável surpresa, prometeu escrever duas laudas ao dia, ao menos: cumpriu religiosamente. Eu abria a e-box pela manhã, e lá estava, quase diariamente – até quando viajava pra pesquisa e/ou entrevista -  o que tinha feito na véspera, para eu ler, revisar, dar palpite. E fez as entrevistas todas,foi atrás, fuçou, descobriu, teve surpresas. Ela é dona de grande sensibilidade, e me preocupava o momento em que fosse tratar da morte de Caio, um dos primeiros gays a morrer de AIDs, no Brasil. E SABER como a doença se desenvolvia, e descrever isso seria pesado, e foi. Mas ela segurou bonito.

Montei banca no capricho: Tânia Ramos, de Letras, cuja especialidade é justamente memórias e biografias. E o Scotto, especialista-mor em reportagem e texto jornalístico. Falei com eles antes:como TCC, o trabalho está ótimo, mas ela quer publicar, vai ter que aperfeiçoar e deseja que a banca a auxilie nisso. Podem bater pesado.  Tânia deu várias sugestões de leitura, especialmente teórica. Scotto foi fundo no texto, daquele jeito dele: “Baixinha, quando peguei essa porra, pensei: ih, ela não vai dar conta! Mas deu, a Baixinha deu conta…” E foi criticando trecho por trecho, naquilo  que achava que podia ser melhorado ou deveria ser mexido. Gozando de algumas coisas, também, que nisso  ele é imbatível! A mãe da Jeanne estava na platéia e ficou em pânico , achando que a filha iria reprovar, hehehe. Jeanne tranqüila, anotando tudo, discutindo algumas coisas, e eu também. E Scotto lhe passou sua cópia, anotadíssima, para lhe facilitar a vida. Tânia, suas anotações.

Nem houve discussão sobre a nota, entre os membros da banca. Quando o pessoal voltou para saber como tinha sido, a mãe da Jeanne super-nervosa, e li as notas: dez, dez, dez, média DEZ, foi aquele AAAAHHHH! de espanto, foi muito engraçado.  Eu ri: pois eu não disse que o trabalho estava muito bom? (E tanto estava, que até hoje é recomendada sua leitura para os que estejam fazendo o projeto final.) Mas se estava ótimo como trabalho final, ainda não estava pronto para virar livro, precisava de aperfeiçoamento.

Jeanne foi morar e trabalhar em Sampa, e continuou lidando com a biografia de Caio. Aperfeiçou o texto, fez novas entrevistas, aumentou, burilou… O livro saiu este ano, e ela já o lançou em São Paulo. Está indo lançá-lo na Feira do Livro de Porto Alegre, onde também participa de uma mesa. No caminho, passa aqui, e faz seu lançamento, que estou tendo o prazer de organizar: quinta-feira, dia 11/9, às 19 horas, na Livros & Livros da Jerônimo Coelho. Considerem-se todos convidados!

A Tânia Ramos prometeu ir, e se Scotto, o recluso da Trindade, não aparecer, fico de mal pra sempre! O Filipe Speck vai tocar e cantar, é meu músico cativo. Vai ser muito bom!

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Na Zero Hora

Setembro 8, 2008 · Deixe um comentário

Saiu essa nota dia 03, mas só vi hoje:

03 de setembro de 2008 | N° 15715
CONTRACAPA | DANIEL FEIX (INTERINO)

ANO CAIO F.

“Na minha obra aparecem coisas que não são consideradas material digno, literário”, ironizou, certa vez, o escritor Caio Fernando Abreu. “Deve ser insuportável para a universidade brasileira, para a crítica brasileira lidar com um escritor que diz que Cazuza e Rita Lee o influenciaram mais que Graciliano Ramos.”

Pois o tempo passou e a situação mudou por completo, diz o pesquisador Luís Francisco Wasilewski em artigo publicado na última edição da revista Discutindo Literatura, que está nas bancas: o autor de Morangos Mofados, hoje, é nome consagrado até mesmo na Academia. Caio F., que completaria 60 anos no próximo dia 12, acabou de ganhar a sua primeira biografia de fôlego (Inventário de um Escritor Irremediável, de Jeanne Callegari) e também estará em breve nos cinemas, em Onde Andará Dulce Veiga, filme adaptado de seu livro homônimo dirigido por Guilherme de Almeida Prado. O cinema que ele conhecia muito bem – em Perfume de Gardênia (1992), do mesmo diretor, o escritor fez uma ponta (foto ao lado).

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Caio no Sul

Setembro 5, 2008 · 3 Comentários

Semana que vem, dia 12 de setembro, Caio Fernando Abreu completaria 60 anos. Boa data para fazer lançamentos do meu livro sobre ele. Dia 11, em Floripa. Dia 12, em Porto Alegre. Na capital gaúcha, também participo de uma mesa redonda sobre o autor, no meio do festival de teatro Porto Alegre em Cena. Vai lá, se puder.

Dia 11Lançamento do livro Caio Fernando Abreu, inventário de um escritor irremediável, de Jeanne Callegari
Livraria Livros e Livros
Endereço: R. Jerônimo Coelho, 215
Centro – Florianópolis – SC
Fone: (48) 3028 6244
Horário: 19h

Dia 12 – Mesa redonda Porto Alegre em Cena - Caio F. - 60 anos 
Foyer do Theatro São Pedro
Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/ n°
Centro – Porto Alegre – RS
Horário: 15h
Gilberto Gawronski (RJ) – Formou-se como ator na CAU – Casa das Artes de Laranjeiras. È um dos grandes diretores brasileiros, responsável por belíssimas montagens da obra de Caio Fernando Abreu.
Jeanne Callegari (SP) - Jornalista e escritora, colaborou em diversos veículos, como Bravo!, Superinteressante, Aventuras na História, Vida Simples, entre outros. Autora do livro Inventário de um escritor irremediável, da editora Soeman.
Luiz Arthur Nunes (RJ) - Dramaturgo, diretor e professor, tem mestrado em teatro pela Universidade de Nova York. Dirige o Núcleo Carioca de Teatro.
Marcos Breda (RJ) -  Formado em Letras pela UFRGS e com mestrado em teatro pela UNI-RIO, é ator de teatro, cinema e televisão. É também locutor, dublador, professor universitário e produtor teatral.
Márcia Ivana de Lima e Silva (RS) – Professora de Teoria Literária do Instituto de Letras/UFRGS, Márcia é coordenadora do Arquivo Caio Fernando Abreu.

Dia 12 – 17h (após a mesa redonda) Lançamento e autógrafos do livro Caio Fernando Abreu, inventário de um escritor irremediável, de Jeanne Callegari.

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Caio em foto

Setembro 1, 2008 · Deixe um comentário

A fotógrafa Vânia Toledo, que foi amiga de Caio Fernando Abreu e de uma boa turma dos anos 70, está com exposição na Pinacoteca de fotos de baladas daquela época até os anos 90. Tem essa foto do Caio abraçado com Cazuza, foto do Ney Matogrosso de tanguinha e mais coisas divertidas. Na Folha saiíram materinhas, aqui e aqui.

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Hoje

Agosto 27, 2008 · Deixe um comentário

Primeiro dia no emprego novo. Brr.

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Uruguai, Espanha

Agosto 15, 2008 · Deixe um comentário

em montevidéu, originally uploaded by Jeanne Callegari.

Comecei, finalmente, a subir as fotos das férias no Flickr. Coloquei algumas de Montevidéu e depois coloco as de Madri. Entrem lá.

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500 mortos

Agosto 13, 2008 · Deixe um comentário

Dizem que, muito tempo atrás, os médicos chineses tinham uma maneira peculiar de mostrar sua  experiência e currículo. Penduravam na porta de sua casa uma placa que indicava quantos pacientes já tinham morrido em suas mãos. Se o sujeito perdera 100 pacientes, isso indicava que tinha atendido muitos mais do que isso, e que sua experiência era grande. Se fossem 500 mortos, a mesma coisa. Quanto mais mortos, mais ainda ele tinha salvado. Assim é que se contava o currículo e a reputação do médico. Agora, não sei se a história é verdade ou mentira, se aconteceu de fato há muito tempo e talvez os médicos fossem japoneses, russos ou egípcios. Não consegui verificar. Mas ela contém uma verdade maior, que me foi revelada, assim como a história, por meu terapeuta velhinho: a nossa história é a história de nossos erros. Nós somos nossos deslizes corrigidos. A cada pisada na bola, deve-se comemorar, pois quanto mais se erra, mais experiência se adquire, e, assim, erramos menos. E chegamos mais perto do acerto.

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