Jeanne C.

Entradas etiquetadas como ‘caio fernando abreu’

No Digestivo Cultural

Novembro 14, 2008 · 9 Comentários

Esse é do Rafael Rodrigues. Saiu faz um tempo, mas só consegui colocar agora. Aos poucos vou subindo os textos de imprensa que estão faltando…

Terça-feira, 28/10/2008
Caio Fernando Abreu, um perfil

Rafael Rodrigues

Para quem não conhece Caio Fernando Abreu e sua literatura, ou até conhece, mas muito pouco, uma boa oportunidade para se tornar mais “íntimo” dele e de seus livros é o perfil Caio Fernando Abreu ― Inventário de um escritor irremediável (Seoman, 2008, 192 págs.), escrito pela jornalista Jeanne Callegari.

É verdade que melhor do que ler sobre um escritor é ler a sua obra. Mas não se pode ignorar o fato de que, às vezes, uma boa biografia, um bom perfil ou até mesmo uma boa resenha faz despertar em alguém o interesse de ler determinado autor. E é isso o que acontece durante a leitura deste perfil.

Somos apresentados a um escritor irremediável, como diz o subtítulo do livro. Certos hábitos de sua infância já denunciavam qual seria o provável destino do pequeno Caio. Ele preferia desenhar e escrever, em vez de jogar futebol. As brincadeiras com os amigos envolviam criatividade, invenção de situações e histórias. Ele gostava também de brincar de teatro de marionetes e ir ao cinema. Quando adulto, Caio foi jornalista, escritor e dramaturgo. Se tivesse tempo, seria também cineasta, de tão grande que é a “(…) importância do cinema em seus textos; [Caio] diz que, quando está escrevendo, sempre pensa: onde está a câmera agora? Ele pensa o texto de uma forma cinematográfica…”. Se dependesse de Caio, seu romance Onde andará Dulce Veiga? teria sido adaptado para o cinema pouco depois de publicado. Chegou a conversar com o cineasta Guilherme de Almeida Prado, com quem, anos antes, havia escrito um roteiro que não chegou a ser filmado. Roteiro, aliás, que levou o escritor gaúcho a escrever o romance, recentemente adaptado por Guilherme.

A presença da obra de Caio Fernando ― e dele próprio ― é também forte no teatro. Ele chegou até a atuar, além de ter escrito várias peças, todas reunidas no livro Teatro completo (no momento, esgotado).

Nascido no fim da década de quarenta na pequena cidade de Santiago de Boqueirão, no interior do Rio Grande do Sul, Caio Fernando Abreu ― ou simplesmente Caio F., como também é chamado ― desde garoto já dava indícios da personalidade que teria quando adulto: “já se podia perceber alguns comportamentos, ainda incipientes, talvez, mas que viriam a caracterizar o escritor ao longo de uma vida: o enfrentamento, a busca de uma identidade, a vivência de experiências como busca de um significado maior na vida”. Essa personalidade autêntica, que o fazia sempre dizer o que realmente pensava, por mais que isso machucasse alguém ou que prejudicasse sua carreira profissional, rendeu a Caio alguns episódios no mínimo curiosos, como quando discutiu, em cadeia nacional, com Rachel de Queiroz, quando esta foi a entrevistada do programa Roda Viva e Caio estava na bancada, fazendo perguntas.

Seu temperamento, muitas vezes intempestivo ― Caio não poupava sequer os amigos ― e por vezes introspectivo em excesso ― ele às vezes passava dois, três dias incomunicável, trancado no quarto ―, talvez fosse reflexo de sua alma atormentada. Seus livros eram bem recebidos e vendiam razoavelmente bem, ele trabalhou ou escreveu para os principais veículos de imprensa do Brasil, seus livros eram traduzidos e lançados no exterior ― o que lhe rendia viagens e convites para dar palestras ―, mas Caio sempre estava com as contas no limite e, apesar de ter êxito em sua carreira literária desde o início, sempre parecia lhe faltar algo.

Essa inquietude não permitiu que Caio fixasse residência em lugar algum. Morou em São Paulo, Campinas (com Hilda Hilst), Rio de Janeiro e algum tempo no exterior. Quase sempre dividindo a moradia com algum amigo, ou morando “de favor”, pois não tinha dinheiro para bancar um lugar somente seu. Foi a mesma inquietude que levou Caio a festas undergrounds; e seu comportamento alternativo, suas vivências e algumas de suas amizades o levaram às drogas. Seu espírito libertário ― ou libertino ― e por vezes inconseqüente, o levaram a tornar-se portador do vírus da AIDS, doença que o matou em 1996. Esses dados biográficos são narrados em meio a declarações de amigos, cartas e trechos de obras do autor, que parecem justificar determinadas atitudes de Caio, e assim somos também apresentados aos seus livros, suas temáticas e seu estilo. Mais que isso: os trechos das obras nos fazem chegar a um melhor entendimento de sua personalidade, coisa que às vezes os dados não permitem. É o caso de um trecho do primeiro romance de Caio, Limite branco: “Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser ‘o filho de fulano’ ou ‘o neto de beltrano’. Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino. E se não forem, mesmo que quebrassem no primeiro vôo, mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado ― mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou”.

Vencedor de dois prêmios Jabuti (em 1984 e em 1989, na categoria de contos com os livros Triângulo das águas e Os dragões não conhecem o paraíso, respectivamente; este último também esgotado, por enquanto), Caio F. é um dos poucos escritores que alcançaram a glória literária ainda em vida. Sua obra, que passou algum tempo sem ser repaginada, voltou a ser editada pela editora Agir ― que tem feito um belo trabalho, aliás. Uma pena Caio ter morrido tão precocemente, com apenas 47 anos. Mas certamente não foi em vão. Há muito o que aprender com ele.

Categorias: caio f.
Etiquetado: , , ,

Em POA

Setembro 12, 2008 · 8 Comentários

Estou em Porto Alegre. Faz frio, mas não demais. Daqui a pouco vou para a mesa redonda e para o lançamento aqui, mas antes queria escrever que o lançamento em Floripa, ontem, foi muito legal. A Regininha organizou uma festa bacana, teve música, e quase todos os amigos foram me dar um abraço. Fiquei feliz à pampa. Depois coloco fotos, quando estiver em um computador decente – esse Asus aqui é pra quem tem dedinhos de brinquedo, affe.

Nunca dei tanta entrevista na vida. Umas dez só nos últimos dois dias. É gozado estar do outro lado do balcão. Depois coloco as matérias aqui, também. Saiu muita coisa bacana…

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , ,

Na Zero Hora (2)

Setembro 10, 2008 · 3 Comentários

Hoje, na Zero Hora. Tirando que eu trabalho na Época São Paulo, e não na Época, e estudei Jornalismo, não Comunicação (acreditem, tem diferença), ficou muito legal.

A vez de Caio F. feito personagem

Jovem jornalista mineira lança na próxima sexta a primeira biografia do escritor gaúcho

Caio Fernando Abreu é autor de pelo menos um título referencial da literatura brasileira contemporânea, o volume de contos Morangos Mofados, de 1982. Foi também personalidade de vida intensa, desabusada e interessante – uma vida que daria um romance, vida que serviu de emblema para a geração que se firmou no momento da redemocratização do país. Vem daí o mote para Inventário de um Escritor Irremediável, livro que a jornalista Jeanne Callegari, mineira de Uberaba radicada em São Paulo, repórter da revista Época, lança na Capital depois de amanhã, no foyer do Theatro São Pedro.

É a primeira biografia do escritor gaúcho, falecido em 1996, aos 48 anos. O lançamento coincide com o aniversário de 60 anos de nascimento do autor. Será precedido por um debate, às 15h de sexta, também no São Pedro, em uma promoção do 15º Porto Alegre Em Cena, com depoimentos da própria Jeanne, do ator Marcos Breda e da professora Marcia Ivana de Lima e Silva (UFRGS), entre outros amigos e estudiosos de sua obra. Amanhã, dentro do Em Cena, será exibida a peça teatral Margaridas Enlatadas, reunião de três monólogos baseados em contos de Caio F.

Jeanne, que ainda não tinha completado um ano quando ele publicou Morangos Mofados, trabalhou quatro anos na apuração do material que resultaria no livro. Ela começou quando ainda era estudante de Comunicação na Universidade Federal de Santa Catarina, leu toda a obra dele e toda a correspondência pessoal a que teve acesso, entrevistou mais de 60 pessoas (entre familiares e pessoas que conviveram com o autor, dos obrigatórios aos menos óbvios, como a cantora Adriana Calcanhotto, a pintora Maria Lídia Magliani ou o escritor Mário Prata). Tomou como modelo as biografias já clássicas do jornalismo literário norte-americano e brasileiro. Jeanne cita Gay Talese, Truman Capote, Ruy Castro e Fernando Morais, mas admite com humildade:

– O que eu fiz é mais um perfil do que uma biografia. É uma obra inicial. Ainda há muito coisa para contar.

O livro começa pelo encontro dos pais de Caio, ainda jovens, em Itaqui, na década de 1940, reconstitui o namoro, o casamento, o nascimento do menino, a primeira infância dele, em Santiago do Boqueirão, as estripulias da juventude, o mergulho na contracultura na sweet London dos anos 70, o encontro com a escritora Hilda Hilst, a experiência como contista e jornalista, o estupor ao se saber portador do HIV. O texto de Jeanne não se faz condescendente e relata até mesmo as explosões de humor e tormentos do escritor na fase final da vida, como se lê no trecho a seguir: “A mãe doente, e Caio implicava com ela. Dizia que ela o atordoava, não o deixava em paz, estava sempre atrás dele contando histórias intermináveis. Ela o desgastava, lhe dava nos nervos. Ele explodia, brigava com ela. Depois se arrependia, céus, ela tão velhinha e ele fazendo malcriação. Mas no dia seguinte brigava de novo. Parecia mais o Hospital Abreu do que a casa da família”.

Inventário de um Escritor Irremediável (Seoman, 200 páginas, R$ 28) inclui fotos inéditas do escritor.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , ,

Eu, por Regininha

Setembro 8, 2008 · 3 Comentários

Texto retirado do blog da Regininha. Ela foi minha orientadora na universidade, no trabalho de conclusão que iria desencadear no livro do Caio. Fofo!

Promovendo a Jeanne

Além das obrigatórias Redação VI e VII, Jeanne fez todas minhas optativas, inclusive aquela deliciosa Leitura de Poesia. Nesta – em que trabalhamos letra de música, também (letras em inglês e  espanhol, inclusive) – ela queria porque queria Cole Porter. Fiz, né? E foi uma função escolher, porque Cole Porter teve produção imensa, com canções lindíssimas… E claro que foi uma delícia, e ela ajudou na seleção.

Aluna meio relapsa, mas dona de texto invejável, ótima contista, seu projeto de TCC era a biografia do Caio Fernando Abreu, jornalista e escritor, e teria que ser eu mesma a orientar, orientei várias delas, acabou virando especialidade.  Fiquei meio temerosa: fazer uma biografia, mesmo que apenas um esboço dela – muito pouco tempo pra isso, um semestre letivo – exige muito texto, muita pesquisa, muita entrevista. Jeanne era uma das mais indisciplinadas criaturas que conheço. E tímida, tinha pavor de fazer entrevistas…

Pra minha agradável surpresa, prometeu escrever duas laudas ao dia, ao menos: cumpriu religiosamente. Eu abria a e-box pela manhã, e lá estava, quase diariamente – até quando viajava pra pesquisa e/ou entrevista -  o que tinha feito na véspera, para eu ler, revisar, dar palpite. E fez as entrevistas todas,foi atrás, fuçou, descobriu, teve surpresas. Ela é dona de grande sensibilidade, e me preocupava o momento em que fosse tratar da morte de Caio, um dos primeiros gays a morrer de AIDs, no Brasil. E SABER como a doença se desenvolvia, e descrever isso seria pesado, e foi. Mas ela segurou bonito.

Montei banca no capricho: Tânia Ramos, de Letras, cuja especialidade é justamente memórias e biografias. E o Scotto, especialista-mor em reportagem e texto jornalístico. Falei com eles antes:como TCC, o trabalho está ótimo, mas ela quer publicar, vai ter que aperfeiçoar e deseja que a banca a auxilie nisso. Podem bater pesado.  Tânia deu várias sugestões de leitura, especialmente teórica. Scotto foi fundo no texto, daquele jeito dele: “Baixinha, quando peguei essa porra, pensei: ih, ela não vai dar conta! Mas deu, a Baixinha deu conta…” E foi criticando trecho por trecho, naquilo  que achava que podia ser melhorado ou deveria ser mexido. Gozando de algumas coisas, também, que nisso  ele é imbatível! A mãe da Jeanne estava na platéia e ficou em pânico , achando que a filha iria reprovar, hehehe. Jeanne tranqüila, anotando tudo, discutindo algumas coisas, e eu também. E Scotto lhe passou sua cópia, anotadíssima, para lhe facilitar a vida. Tânia, suas anotações.

Nem houve discussão sobre a nota, entre os membros da banca. Quando o pessoal voltou para saber como tinha sido, a mãe da Jeanne super-nervosa, e li as notas: dez, dez, dez, média DEZ, foi aquele AAAAHHHH! de espanto, foi muito engraçado.  Eu ri: pois eu não disse que o trabalho estava muito bom? (E tanto estava, que até hoje é recomendada sua leitura para os que estejam fazendo o projeto final.) Mas se estava ótimo como trabalho final, ainda não estava pronto para virar livro, precisava de aperfeiçoamento.

Jeanne foi morar e trabalhar em Sampa, e continuou lidando com a biografia de Caio. Aperfeiçou o texto, fez novas entrevistas, aumentou, burilou… O livro saiu este ano, e ela já o lançou em São Paulo. Está indo lançá-lo na Feira do Livro de Porto Alegre, onde também participa de uma mesa. No caminho, passa aqui, e faz seu lançamento, que estou tendo o prazer de organizar: quinta-feira, dia 11/9, às 19 horas, na Livros & Livros da Jerônimo Coelho. Considerem-se todos convidados!

A Tânia Ramos prometeu ir, e se Scotto, o recluso da Trindade, não aparecer, fico de mal pra sempre! O Filipe Speck vai tocar e cantar, é meu músico cativo. Vai ser muito bom!

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , ,

Caio no Sul

Setembro 5, 2008 · 3 Comentários

Semana que vem, dia 12 de setembro, Caio Fernando Abreu completaria 60 anos. Boa data para fazer lançamentos do meu livro sobre ele. Dia 11, em Floripa. Dia 12, em Porto Alegre. Na capital gaúcha, também participo de uma mesa redonda sobre o autor, no meio do festival de teatro Porto Alegre em Cena. Vai lá, se puder.

Dia 11Lançamento do livro Caio Fernando Abreu, inventário de um escritor irremediável, de Jeanne Callegari
Livraria Livros e Livros
Endereço: R. Jerônimo Coelho, 215
Centro – Florianópolis – SC
Fone: (48) 3028 6244
Horário: 19h

Dia 12 – Mesa redonda Porto Alegre em Cena - Caio F. - 60 anos 
Foyer do Theatro São Pedro
Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/ n°
Centro – Porto Alegre – RS
Horário: 15h
Gilberto Gawronski (RJ) – Formou-se como ator na CAU – Casa das Artes de Laranjeiras. È um dos grandes diretores brasileiros, responsável por belíssimas montagens da obra de Caio Fernando Abreu.
Jeanne Callegari (SP) - Jornalista e escritora, colaborou em diversos veículos, como Bravo!, Superinteressante, Aventuras na História, Vida Simples, entre outros. Autora do livro Inventário de um escritor irremediável, da editora Soeman.
Luiz Arthur Nunes (RJ) - Dramaturgo, diretor e professor, tem mestrado em teatro pela Universidade de Nova York. Dirige o Núcleo Carioca de Teatro.
Marcos Breda (RJ) -  Formado em Letras pela UFRGS e com mestrado em teatro pela UNI-RIO, é ator de teatro, cinema e televisão. É também locutor, dublador, professor universitário e produtor teatral.
Márcia Ivana de Lima e Silva (RS) – Professora de Teoria Literária do Instituto de Letras/UFRGS, Márcia é coordenadora do Arquivo Caio Fernando Abreu.

Dia 12 – 17h (após a mesa redonda) Lançamento e autógrafos do livro Caio Fernando Abreu, inventário de um escritor irremediável, de Jeanne Callegari.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , ,

Caio em foto

Setembro 1, 2008 · Deixe um comentário

A fotógrafa Vânia Toledo, que foi amiga de Caio Fernando Abreu e de uma boa turma dos anos 70, está com exposição na Pinacoteca de fotos de baladas daquela época até os anos 90. Tem essa foto do Caio abraçado com Cazuza, foto do Ney Matogrosso de tanguinha e mais coisas divertidas. Na Folha saiíram materinhas, aqui e aqui.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , ,

Enquanto isso, em Uberaba…

Agosto 12, 2008 · 2 Comentários

Esse saiu já faz um tempo, mas só agora deu para escanear e colocar aqui. É uma entrevista que o Waldemar, do Jornal da Manhã, em Uberaba, minha terra natal, fez comigo, a respeito do lançamento do perfil do Caio Fernando Abreu. Quando eu estava no começo do curso de Jornalismo, aproveitei as férias para fazer um estágio (não-remunerado, por supuesto) no Jornal da Manhã. Foi um mês bem divertido, que me ajudou a entender o jornalismo feito nas cidades do interior.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , , ,

No Diário de S. Paulo

Agosto 6, 2008 · 1 Comentário

 

Saiu segunda-feira, mas lerda como sou, só estou postando agora. É uma reportagem sobre o livro no Diário de S. Paulo, escrita pelo Fernando Oliveira. Bem legal.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , ,

Lançamento

Agosto 4, 2008 · Deixe um comentário

O lançamento foi terça passada. Foi mega legal: apareceram muitos amigos, a família veio de Uberaba, revi bastante gente. E a Livraria da Vila da Lorena tá tão bonita, né? O Du tirou algumas fotos.

Matriarcado: eu, minha mãe, minha prima Milena, e a tia Laura, no canto

Visão geral: Lilia, Liliane, Erich à frente, Alexandra e Lígia logo depois e todo mundo atrás

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , ,

resenha

Julho 30, 2008 · Deixe um comentário

Alexandre escreve sobre o perfil de Caio. Faz comparações que eu não tinha me dado conta, como uma semelhança entre o livro e a obra de Michael Cunningham, As Horas. Adoro o livro, adoro o filme, adoro o autor, então acho que é bom, né?

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , , , ,

mais

Julho 27, 2008 · Deixe um comentário

Mais dois sites pra quem gosta do Caio: Gabriela Casartelli e Caio F.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , ,

caio no cinema

Julho 23, 2008 · 4 Comentários

O Cine Clube LGBT, do Rio de Janeiro, vai fazer uma sessão especial Caio Fernando Abreu, com a exibição dos curtas Dama da Noite, Sargento Garcia e o mais longuinho Aqueles Dois. Pena que é só no Rio. Bem que alguém podia organizar uma sessãozinha por aqui, né?

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , ,

blogs sobre caio

Julho 22, 2008 · Deixe um comentário

Para quem não conhece a obra do Caio Fernando Abreu, vale dar uma olhada em blogs que publicam trechos do escritor, como Sem Amor Só a Loucura e Caio Fernando Abreu. Alguns outros sites não são só sobre o Caio, mas coletam trechos de escritores, entre os quais ele, como o Jessiet’s Weblog e o Margarida e Violeta. Se alguém conhecer mais algum blog ou site dedicado ao Caio, me avise, sim?

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , ,

entrevista – guilherme de almeida prado

Julho 21, 2008 · Deixe um comentário

Guilherme de Almeida Prado, cineasta e amigo do Caio que acabou de lançar o filme Onde Andará Dulce Veiga, baseado na obra do autor, deu entrevista para Gisela Anauate, no blog Mente Aberta, da revista Época. Aqui um trechinho: “Não que eu quisesse, mas o personagem tem muito do jeito do Caio de falar, de andar, de fumar sem parar. A máquina de escrever usada no filme é igualzinha à que ele usava. E se o Caio fosse escolher um ator para interpretá-lo, ele chamaria um bonitão como o Eriberto Leão (risos).”

O que eu achei do filme? A princípio, gostei. No momento não consigo ter muito distanciamento; estive tão envolvida com Caio que meu julgamento fica meio embaçado. Eu achava que a Dieckmann não ia convencer no papel de roqueira, mas olha, ela foi até bem, fez um belo personagem, talvez um pouco caricato demais (tipo a Juliette Lewis na sua banda, sabe? Todos os clichês do rock ao mesmo tempo). Eriberto faz um Caio forte e sarado demais, mas funciona (tirando aquele cabelo alisado, uma textura que não entendi muito bem), e a Maitê faz bem o papel de musa noir, embora duble as canções, o que é sempre meio esquisito. Reviravoltas, referências, eu gosto da história. O happy ending parece happy demais, não apenas a redenção que Caio costuma sugerir. Preciso ver de novo para ter alguma conclusão mais concreta, eu acho.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , ,

homenagem no gasômetro

Julho 21, 2008 · Deixe um comentário

Na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, tem essa homenagem ao Caio, um neón com o nome dele. O Du foi lá e tirou uma foto. Se alguém tiver a foto noturna, com o neón aceso, mande que eu coloco aqui.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , ,

no diário catarinense – p. II

Julho 18, 2008 · 2 Comentários

 

Nada como ter amigos. Upiara prontamente me mandou o pdf da página do jornal mesmo, e Lili converteu em jpg, já que não tenho Photoshop. Aí está, vejam que bonitinho.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , ,

no diário catarinense

Julho 18, 2008 · Deixe um comentário

Essa saiu na coluna Contracapa, do Marcos Espíndola, do Diário Catarinense. Peguei na internet, do meio de outras notas. Se alguém tiver o jornal, guarda pra mim, please?

——————————————————————————–

17 de julho de 2008 | N° 8133

Contracapa | Marcos Espíndola

Ainda na faculdade, Jeanne Callegari se lançou no desafio de mergulhar na vida e obra de uma das personalidades mais polêmicas e brilhantes do final do século passado para compor o seu Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Do TCC concluído em 2005, o projeto foi ampliado com mais entrevistas e surge agora o livro Caio Fernando Abreu – Inventário de um escritor irremediável (Editora Soeman). Morto em 1996 por complicações resultantes da Aids, Caio é até hoje tema de culto, seja por seus leitores e por muitos pesquisadores. Trata-se de uma reportagem que reconstrói a vida do autor, desde a sua infância até a morte anunciada em uma crônica de jornal.

Como não poderia ser diferente, Jeanne pensa em fazer um lançamento em Florianópolis, que pode acontecer em setembro, já que ela estará, no dia 12, na capital gaúcha, promovendo a obra no Porto Alegre em Cena. Detalhe: no mesmo dia em que Caio completaria 60 anos em vida.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , ,

na coluna gente boa, do globo

Julho 17, 2008 · 2 Comentários

Quem me avisou foi o , eu não tinha visto. Ali, a última notinha do último cantinho da coluna do Joaquim Ferreira dos Santos. Saiu ontem no jornal O Globo. Tá certo que erraram meu nome e o da livraria, mas enfim.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , ,

na vitrine

Julho 16, 2008 · 4 Comentários

na vitrine da scriptorium, na consolação

na vitrine da scriptorium, na consolação

o dudu tava passando, viu o livro na vitrine e fotografou. também vi na vitrine da cultura, em destaque. é engraçado, muito engraçado…

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , ,

a primeira resenha

Julho 12, 2008 · 5 Comentários

Saiu hoje na Ilustrada, da Folha de S. Paulo. É a primeira. Acho que foi bem generosa, até nas críticas.

Crítica/”Inventário de um Escritor…”

Biografia lembra quixotismo de Caio Fernando Abreu
NOEMI JAFFE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A literatura e a vida estão cheias de histórias de pessoas desbundadas durante a juventude que, com a estabilidade profissional e supostamente emocional adquiridas com a idade, acabam por se tornar “caretas” ou, no mínimo, razoáveis. Caio Fernando Abreu não se enquadrava nesta categoria. Ao ser perguntado, por exemplo, no programa de Jô Soares, quando já se sabia portador do vírus da Aids e já era um escritor bastante reconhecido, se pensava em escrever um livro sobre a doença, Caio respondeu: “Vai que eu não morro! Com que cara eu vou ficar?” São histórias como essa que nos conta Jeanne Callegari, jornalista mineira, na biografia do autor, de nome “Inventário de um Escritor Irremediável”. Como alguém que não sabia nem desejava separar a literatura da vida, uma posição incômoda e muitas vezes constrangedora, a autora conta episódios relacionados aos vários amores de Caio (homo e heterossexuais), seus empregos, seus ídolos, sua constante falta de dinheiro, mesmo durante o sucesso. Clarice Lispector, uma de suas maiores paixões, o chamava corretamente de “Quixote”, ela que, como ele, também adorava o ovo e as galinhas. Caio era mesmo quixotesco por diferentes razões, algumas louváveis, outras um pouco mais complicadas para um escritor. Na fúria e na autenticidade com que misturava sua vida, suas loucuras e sua obra jornalística e literária, seu trabalho era mesmo quixotescamente admirável. Na iminência da eleição de Collor, por exemplo, o autor não hesitou em destruir nosso futuro presidente em sua crônica jornalística semanal. Pode-se também dizer que existe um pioneirismo na sua autoproclamação como “escritor pop”, para quem Cazuza e Rita Lee foram influências mais importantes do que Graciliano Ramos. Até aí, o Quixote único e louvável. O Quixote mais problemático aparece, entretanto, em uma certa indistinção, na linguagem literária, entre a linha que separa o óbvio (o que há de mais difícil na literatura) do autoral. Passagens como “é preciso abraçar a vida” ou “crave seus dentes na minha polpa maciaaaaahh” esbarram numa obviedade mais fácil, em que a mistura entre vida e literatura não contribui muito para esta última. A própria biografia também acaba pecando por esse mesmo problema, às vezes, como quando a autora fala de “finos pingos de chuva” ou “sempre construindo castelos em cima de nuvens”. Mas há que se perguntar se o lugar-comum não é, algumas vezes, o preço a ser pago pela coragem de fundir vida e literatura com tanta intensidade. Da literatura “pop” de Caio Fernando Abreu ainda sobra pano para muita manga.

CAIO FERNANDO ABREU: INVENTÁRIO DE UM ESCRITOR IRREMEDIÁVEL
Autora:
Jeanne Callegari
Editora: Seoman
Quanto: R$ 28 (192 págs.)
Avaliação: bom

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , , ,